13
Out
08

Entre porções de fritas e spots

Dia 5: show e revelação

Fui questionado sobre a aparente falta de clareza nos textos referentes a Luiz Corrêa e ao filme. De maneira bem didática: é um documentário sobre uma vida. De maneira pseudo-filosófica: é um documentário sobre a mente e suas possibilidades, sobre a fabulação do cotidiano, sobre o hibridismo e dualidade das existências abstratas e concretas. É um documentário sobre um homem de vida modesta; um artista excêntrico. Por enquanto, nada mais. Pois nem mesmo isso sabemos em real possibilidade de representação. Algo que só se revelará na montagem.

Falando em revelar – que tem tudo a ver com película e cinema -, acho bom como verbo representação do que foram as gravações de ontem. O plano se consistia em irmos ao Sobrado´s Bar, com passagem de som marcada às 16h30. Entramos na casa e Sr. Luiz (o pai) nos disse que ele estava no computador. Ficamos assistindo-o por uns três minutos, quando finalmente notou nossa presença.

Em seguida, Luiz nos levou até um pequeno quarto. Lá, havia uma bateria e um piano, ambos recordações do irmão e da mãe – objetos carregados de tristeza singular para Luiz. Filmamos algumas performances com os instrumentos e depois nos dirigimos ao bar. No caminho, a gasolina acabou. Ándale o orçamento! Chegamos e os dois – Luízes pai e filho – aprontavam o equipamento de som. Não levamos nada além do tripé e da câmera; a ida justificava-se mais pela experiência em vê-lo tocar e a reação dos espectadores do que propriamente servir como baterial para a edição.

 

Luizes

Luízes

Ao chegar em casa, para a nossa surpresa, o material estava excelente. Alguns movimentos simples e belos, além de descobrirmos uma potencial trilha sonora. O novo cronograma estipulado prevê gravações até a próxima quinta-feira. Espero que as falhas dos últimos dias tenha se convertido em experiência. 


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